Pink Floyd – Dark Side Of The Moon – 1973

Pink Floyd

Dark Side Of The Moon: disco do Pink Floyd, de 1973

Por Leo Morato

Poucos discos na história da música têm tantas lendas envolvendo seu processo de criação como Dark Side Of The MoonQualquer pessoa, gostando ou não de rock, sabendo ou não o que é rock progressivo, já ouviu falar da “teoria conspiratória” sobre o sincronismo entre o disco do Pink Floyd e o filme “O Mágico de Óz”.

Há quem chame de “Teoria da conspiração”. Há quem considere como um conjunto de estratégias de marketing jamais vistos até então na história da música, transformando o disco num instrumento multimídia de consumo da obra do Pink Floyd. Isto, em 1973!

A suposta “teoria” é tão real que sessões públicas de cinema com o filme e o disco rolando ao mesmo tempo são realizadas em diversos lugares do mundo até os dias de hoje. Inclusive em São Paulo, aonde o Museu da Imagem e do Som, o MIS, já organizou o evento por diversas vezes. Sempre com ingressos esgotados com antecedência.

Ao terceiro rugido do leão, mascote da MGM, dê o play no disco. A tal “teoria da conspiração” se tornará fato! Um dos momentos em que tal sincronismo mais impressiona é quando o filme passa de preto e branco para colorido, com o surgimento da famosa estrada de tijolos amarelos (Hello, yellow brick road, Elton John?). Neste exato momento começam a tilintar as moedas da introdução de Money.

Caso ouça o disco sem o filme e não conheça o modus operandi do rock progressivo da turma de Roger Waters e David Gilmour, tente não se arrepiar com os gritos de The great gig in the sky ou não ficar impaciente com a introdução silenciosa de mais de 1 minuto de Breathe.

Dark Side Of The Moon, o oitavo disco de estúdio dos ingleses, foi gravado no lendário estúdio Abbey Road, mesmo local de gravação do homônimo disco dos Beatles. Dark Side é, por incrível que pareça, dos discos mais “agitados” do Pink Floyd, abrindo uma nova fase para a banda, com músicas de levada mais rápida e introduções menores.

Depois de Dark Side, o Pink Floyd conseguiu “popularizar” o rock progressivo, lançando na sequência “Wish You Are Here” – que não há ser na face da Terra que nunca ouviu a música título numa rodinha de violão – , “Animals” e a aclamada ópera “The Wall”.

O prisma da capa de Dark Side Of The Moon – uma das capas mais famosas de disco da história da música – mostra com precisão o que significaria este disco para a trajetória do Pink Floyd e para a cultura pop em todo o mundo.

Pink Floyd – Dark Side Of The Moon

Ouça o disco

  1. Speak to me
  2. Breathe
  3. On the run
  4. Time
  5. The Great Gig in The Sky
  6. Money
  7. Us and them
  8. Any colour you like
  9. Brain damage
  10. Eclipse
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Um comentário sobre “Pink Floyd – Dark Side Of The Moon – 1973

  1. Discão mesmo… Há uma caixa com uns cinco cds que documentam toda a criação do disco… A progressão das ideias que acabaram virando as faixas em sua forma final, sequencias amalucadas e diferentes parte de letras… Tudo muito louco e bonito.

    Mas penso que o disco que é melhor executado em sua ideia inicial e com os melhores resultados é o Animals… Me arrepia quando as ovelhas matam os cachorros.

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