Ray Charles & Count Basie Orchestra – Ray Sings, Basie Swings – 2006

Ray Charles

Ray Sings, Basie Swings: disco de Ray Charles e Count Basie Orchestra, de 2006

Por Marcos Lauro

Discos póstumos são sempre motivo para polêmicas e discórdia. Afinal, pensam alguns: se nem o artista quis lançar aquele material em vida, porque um produtor ou a família o lançam? Temos bons e maus exemplos e a lista é bem grande. Mas aqui temos um exemplo de um belo trabalho feito com material de dois mestres que, na época, já haviam morrido.

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Diana Ross join The Temptations & The Supremes – 1968

Diana Ross join The Temptations & The Supremes, disco de 1968

Colaboração de Hyldon*

Nota do Editor: Hyldon é cantor e compositor e forma, junto com Tim Maia e Cassiano, a base da soul music e da black music brasileira. Compositor de “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”, “Dores do Mundo” e outras músicas de sucesso.

Em todo álbum sempre tem aquela – ou aquelas – que batem mais. Tem discos que são como um filme, têm que ser curtidos totalmente, daqueles que você fica no cinema até acabar as letrinhas. Esse disco é exatamente assim.

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Tim Maia – Tim Maia – 1970

Tim Maia

Tim Maia: disco de Tim Maia, de 1970

Por Leo Morato

Este é o álbum de estreia do homem que trouxe o soul e a black music americana ao Brasil. O gênio – por muitos incompreendido e por outros o próprio destruidor de sua vida e carreira –  Tim Maia mostrou a potência e o potencial de sua voz com este disco.

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Wynton Marsalis & Ellis Marsalis – Joe Cool’s Blues – 1994

Wynton MarsalisEllis Marsalis

Joe Cool’s Blues: disco de Wynton Marsalis & Ellis Marsalis, de 1994

Colaboração de Paulo Caruso

Nota do editor: O homem que passa sua visão sobre o mundo por meio de ilustrações não poderia escolher melhor trilha sonora: o jazz, tema dos desenhos do Charlie Brown, o Peanuts, de Charles Schulz. E escolheu as palavras do próprio autor do disco, Wynton Marsalis, para falar sobre a trilha da animação.

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Jeff Buckley – Grace – 1994

jeff buckley grace

Grace: disco de Jeff Buckley, de 1994

Por Leo Morato

De todas as perdas que alguém pode sofrer ao longo da vida, a morte é, com certeza, a maior delas. Irremediável e sem volta. A morte de Jeff Buckley, aos 30 anos, por afogamento, em 1997, foi das maiores perdas que o mundo da música já teve.

Perder um ícone como Frank Sinatra, aos 82 anos, ao final da carreira e da vida (literalmente) tem um significado de perda muito menor do que quando isso ocorre com um talento tão grande e promissor como Jeff Buckley. E é disso que seu principal disco, Grace, fala: perdas.

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Corinne Bailey Rae – The Sea – 2010

Corinne Bailey Rae

The Sea: disco da Corinne Bailey Rae, de 2010

Por Marcos Lauro

A perda do marido, Jason Bruce Rae, em 2008, foi determinante para o tom do novo trabalho de Corinne Bailey Rae. The Sea é melancólico, íntimo e apaixonado. Mas isso não impede que levadas mais suingadas apareçam.

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John Coltrane – Blue Train – 1957

 John Coltrane

Blue Train: disco de John Coltrane, de 1957

Colaboração de Paulo Rezende

John Coltrane revolucionou a história do jazz sendo referência para inúmeros outros artistas. E Blue Train foi um divisor de águas em minha vida. Venho lapidando meu gosto musical e este álbum foi, sem dúvida, o responsável por isso.

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Portishead – Dummy – 1994

Portishead

Dummy: disco do Portishead, de 1994

Por Marcos Lauro

Em 1994, a cena eletrônica da Inglaterra estava em plena efervescência. O Prodigy já estava no segundo disco e causava com tudo e com todos. O Chemical Brothers se preparava para lançar seu primeiro trabalho, com tons altos e batidas aceleradas – o que se chamou à época de “big beat”. E tinha espaço também para sons mais introspectivos, escuros e por vezes relaxantes. Aí é que entra o Portishead.

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Hyldon – Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda – 1975

Hyldon

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda: disco do Hyldon, de 1975

Por Marcos Lauro

Sabe aqueles discos que você descobre longos anos depois do seu lançamento e pensa que é uma coletânea? Porque você começa a olhar as faixas e percebe que já conhece todas, ou na gravação original ou com outras vozes.

Hyldon ganhou diversas regravações – especialmente nos anos 1990 – de gente como Kid Abelha e Jota Quest. Com isso, chegou em uma geração que não viu o seu sucesso em 1975, quando formou as bases da soul music no Brasil, junto com Tim Maia e Cassiano.

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Criolo – Nó na orelha – 2011

Criolo

Nó na orelha: disco do Criolo, de 2011

Por Leo Morato

Quando um artista e sua obra fogem ao padrão de comportamento e ao estereótipo do rótulo ao qual ele foi enquadrado, costumam acusá-lo de “trair o movimento”.

Tal acusação seria ainda mais fácil e comum de se fazer a compositores de músicas de protesto como Criolo. Sim, porque poderíamos enquadrá-lo como rapper, mas não é só isso. Pelo contrário: é muito mais!

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