Joey Ramone – Don’t Worry About Me – 2002

Don’t Worry About Me, disco de Joey Ramone de 2002

Don’t Worry About Me, disco de Joey Ramone de 2002

Por Marcos Lauro

O rock perdeu um dos seus grandes nomes em abril de 2001. Depois de lutar contra um linfoma por aproximadamente sete anos, morria Joey Ramone. Claro que é difícil colocar um gênero musical inteiro na conta de um cara só, mas Joey Ramone pode ser considerado um dos pilares do punk rock, o gênero da negação, do niilismo e do contra (tudo e todos).

E pra quem pensava que tinha acabado, lá vinha Joey Ramone lembrando um dos clássicos da sua banda, os Ramones: “I Wanna Live” [eu quero viver]. Em fevereiro do ano seguinte ao da sua morte, saía Don’t Worry About Me, disco póstumo que relembra o punk garageiro e sujo dos anos 1970.

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Ozzy Osbourne – Diary of a Madman – 1981

Diary of a Madman, disco de Ozzy Osbourne de 1981

Diary of a Madman, disco de Ozzy Osbourne de 1981

Colaboração de Mauricio Verderame

Se você tem menos de 45 anos, provavelmente não faz noção do que era ouvir um LP importado no Brasil de 1983. As coisas chegavam aqui com pelo menos um ou dois anos de atraso. Foi assim que no final de 83 uma fita cassete TDK me revelou o segundo álbum solo de Ozzy Osbourne, Diary of a Madman. É um álbum soberbo, em grande parte devido ao trabalho neoclássico do garoto Randy Rhoads – um quase desconhecido guitarrista que havia tocado numa formação prévia do Quiet Riot antes de se juntar à nova banda do ex-vocalista do Black Sabbath em 1979. Rhoads, com 25 anos à época da gravação, morreria exatamente um ano depois em um acidente de avião.

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Two Door Cinema Club – Tourist History – 2010

Tourist History, disco do Two Door Cinema Club de 2010

Tourist History, disco do Two Door Cinema Club de 2010

Colaboração de Nicole Kharsa

Lançado em 2010, o disco Tourist History, da banda norte-irlandesa Two Door Cinema Club, traz músicas como Something Good Can Work e I Can Talk, além da música que fez a banda estourar nas paradas britânicas What You Know. Esse disco é antigo, mas todas as faixas sem exceção são muito boas. A banda faz uma mistura de indie rock com arranjos eletrônicos.

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The Killers – Hot Fuss – 2004

Hot Fuss: disco do The Killers de 2004

Hot Fuss: disco do The Killers de 2004

Por Marcos Lauro

Hot Fuss te dá, de cara, uma das melhores introduções que um disco de estreia pode conter. Sim, eu sei. Um pouco específico isso. “Introdução de disco de estreia”. Parece até categoria do Grammy. Mas é quase impossível não reagir aos efeitos e ao baixo de Jenny Was A Friend Of Mine, que chega pulsando e mostrando o poder de fogo do The Killers.

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Blondie – Parallel Lines – 1978

Parallel Lines: disco do Blondie de 1978

Parallel Lines: disco do Blondie, de 1978

Colaboração de Roberto Troccoli

A banda nova iorquina Blondie surgiu em 1974, em meio à efervescente onda punk, se tornando figura frequente no lendário CBGB´s, casa de shows que também foi palco de diversos shows clássicos do Ramones. Seus dois primeiros discos, “Blondie” de 1976 e “Plastic Letters” de 1977, foram bem recebidos pela crítica e pelo público, mas não resultaram em grande sucesso comercial.

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Metalica – Metalica (Black Album) – 1991

metalica black album

Black Album: disco do Metallica, de 1991

Por Leo Morato

Fazer a equação entre técnica e sentimento não é algo fácil no mundo da música. Sons extremamente técnicos costumam atrair caminhões de elogios de músicos e críticos, mas pouco comove o grande público – Dream Theater e Yamandu Costa são bons exemplos disso.

Sons feitos com sentimento e pouca técnica sempre geram narizes tortos de músicos e críticos e, em geral, resultam em comoção do público e no surgimento de uma legião de fãs – vide Legião Urbana e Ramones com seus 3 acordes cada um. Como colocar técnica e sentimento ao mesmo tempo e agradar a (quase) todos? Parece que o Metallica conseguiu isso com o Black Album.

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White Stripes – Get Behind Me Satan – 2005

Get Behind me Satan: discos dos White Stripes de 2005

Get Behind me Satan: discos dos White Stripes de 2005

Por Marcos Lauro

O que lançar depois de um disco que tem um dos maiores hits da primeira década dos anos 2000? Dois anos depois de Elephant e sua Seven Nation Army, a dupla Jack e Meg White volta com Get Behind Me Satan. E a impressão que dá é que eles mal ligaram para essa suposta pressão.

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The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – 1967

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band: disco dos Beatles, de 1967

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band: disco dos Beatles, de 1967

Por Marcos Lauro

“Estamos fartos de fazer música suave para pessoas suaves e estamos fartos de tocar para eles também. Mas essa é a oportunidade de um novo começo, entende?”. Essa é a fala de John Lennon para um atônito George Martin, que não acredita muito no que está ouvindo.

Paul McCartney reforça: “Nós não podemos nos ouvir no palco com todos aqueles gritos! Nós tentamos tocar ao vivo algumas músicas do último álbum, mas há tantos overdubs complicados que não podemos fazer justiça a eles. Agora podemos gravar qualquer coisa que desejarmos. E o que nós queremos é elevar um pouco o nível, fazer o nosso melhor álbum”.

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Jeff Buckley – Grace – 1994

jeff buckley grace

Grace: disco de Jeff Buckley, de 1994

Por Leo Morato

De todas as perdas que alguém pode sofrer ao longo da vida, a morte é, com certeza, a maior delas. Irremediável e sem volta. A morte de Jeff Buckley, aos 30 anos, por afogamento, em 1997, foi das maiores perdas que o mundo da música já teve.

Perder um ícone como Frank Sinatra, aos 82 anos, ao final da carreira e da vida (literalmente) tem um significado de perda muito menor do que quando isso ocorre com um talento tão grande e promissor como Jeff Buckley. E é disso que seu principal disco, Grace, fala: perdas.

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Weezer – My Name is Jonas – 1994

My Name is Jonas Weezer

My Name is Jonas: disco do Weezer, de 1994

Colaboração de Eduardo Taques

Com “My Name is Jonas”, primeira faixa do disco homônimo de 1994 (também conhecido como The Blue Album), o Weezer apresenta o seu disco de estreia a um público cada vez mais curioso pela crescente onda grunge que varre os Estados Unidos e o mundo.  Nesta canção, um delicado dedilhado de violão precede uma melodia de furiosas guitarras juvenis.

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