John Legend & The Roots – Wake Up! – 2010

Wake Up, disco de John Legend & The Roots de 2010

Wake Up, disco de John Legend & The Roots de 2010

Por Marcos Lauro

As eleições norte-americanas de 2008 trouxeram esperança não só para os habitantes daquele país como também para todo o mundo. Barack Obama era o primeiro presidente negro eleito, um sinal de igualdade e esperança. E, claro, essas eleições também inspiraram a cultura pop. Na música, um dos resultados foi o disco Wake Up!, produzido por John Legend e a banda The Roots.

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João Gilberto – Chega de Saudade – 1959

Chega de Saudade, disco de João Gilberto de 1959

Chega de Saudade, disco de João Gilberto de 1959

Colaboração de Malcon Fernandes

Graças a este disco, existe Caetano, Chico, Gil, Milton, Tom Zé e os Novos Baianos, entre outros. A sua forma de tocar violão mudaria o rumo da MPB. Naqueles tempos, os cantores de rádio eram os ídolos máximos com seus cabelos “Gumex” para trás, com bigodinho estilo amante latino e cantavam boleros com um tom forte, conquistando o público via Rádio Nacional. João fugiu dos padrões, mostrando-se um exímio e talentoso cantor e violonista que sempre buscava um jeito de mostrar a sua batida “bossa nova”.

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Elis Regina – Falso Brilhante – 1976

Falso Brilhante, disco de Elis Regina de 1976

Falso Brilhante, disco de Elis Regina de 1976

Por Marcos Lauro

Falso Brilhante é um disco ao vivo, só que ao contrário.

Nessa época era comum alguns artistas fazerem longas temporadas de shows. Da mesma forma como hoje são algumas peças de teatro, o artista se apresentava de quinta a domingo num lugar fixo por um tempo. E a Elis Regina fazia isso. E muito bem!

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Elo da Corrente – Cruz – 2014

Cruz: disco do Elo da Corrente de 2014

Cruz: disco do Elo da Corrente de 2014

Colaboração de Pedro Paiva

Em um belo dia, eu, minha namorada e uns amigos íamos em direção a Moóca e coloquei o CD Cruz do Elo da Corrente pra tocar no carro. Logo na primeira faixa, com palavras fortes e uma voz sofrida que lembra muito as lamentações do Reginaldo Rossi, minha namorada pergunta: ”Que musica é essa?” Mas com um ar de espanto, querendo me recriminar por estar ouvindo musica “brega”. Só falei pra ela prestar atenção… – e PEI! Começa a pedrada!

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The Killers – Hot Fuss – 2004

Hot Fuss: disco do The Killers de 2004

Hot Fuss: disco do The Killers de 2004

Por Marcos Lauro

Hot Fuss te dá, de cara, uma das melhores introduções que um disco de estreia pode conter. Sim, eu sei. Um pouco específico isso. “Introdução de disco de estreia”. Parece até categoria do Grammy. Mas é quase impossível não reagir aos efeitos e ao baixo de Jenny Was A Friend Of Mine, que chega pulsando e mostrando o poder de fogo do The Killers.

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Almôndegas – Almôndegas – 1975

Almôndegas

Almôndegas: disco dos Almôndegas, de 1976

Colaboração de Malcon Fernandes

Folk com cheiro de campo e de música regionalista, muito som de viola, ainda que tenham influências do rock n’roll e com pés no Rio Grande do Sul. Em especial, na linguagem gaúcha.

Essa seria a frase certa para definir o grupo Almôndegas, formado em 1972 pelos irmão Kleiton e Kledir Ramil, vindos de Pelotas, do sul do Estado e se juntando com o primo Pery Souza e os amigos Gilnei Silveira e Quico Castro Neves.

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Ray Charles & Count Basie Orchestra – Ray Sings, Basie Swings – 2006

Ray Charles

Ray Sings, Basie Swings: disco de Ray Charles e Count Basie Orchestra, de 2006

Por Marcos Lauro

Discos póstumos são sempre motivo para polêmicas e discórdia. Afinal, pensam alguns: se nem o artista quis lançar aquele material em vida, porque um produtor ou a família o lançam? Temos bons e maus exemplos e a lista é bem grande. Mas aqui temos um exemplo de um belo trabalho feito com material de dois mestres que, na época, já haviam morrido.

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Blondie – Parallel Lines – 1978

Parallel Lines: disco do Blondie de 1978

Parallel Lines: disco do Blondie, de 1978

Colaboração de Roberto Troccoli

A banda nova iorquina Blondie surgiu em 1974, em meio à efervescente onda punk, se tornando figura frequente no lendário CBGB´s, casa de shows que também foi palco de diversos shows clássicos do Ramones. Seus dois primeiros discos, “Blondie” de 1976 e “Plastic Letters” de 1977, foram bem recebidos pela crítica e pelo público, mas não resultaram em grande sucesso comercial.

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Otto – Samba pra Burro – 1998

Samba pra Burro: disco do Otto, de 1998

Samba pra Burro: disco do Otto, de 1998

Por Marcos Lauro

Samba pra Burro é o disco de estreia da carreira solo de Otto. Antes conhecido como percussionista de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, em 1998 ele decolou para aventuras eletrônicas. O disco, produzido por Apollo 9, é calcado no drum ‘n’ bass – gênero que experimentava uma volta ao mainstream na época.

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Apanhador Só – Antes que Tu Conte Outra – 2013

Apanhador Só

Antes que tu conte outra: disco do Apanhador Só, de 2013

Colaboração de Carolina Serpejante

Posso dizer que Apanhador Só foi uma banda me dada de presente pela internet. Não sei em que contexto comecei a ouvi-la ou se alguém de fato me indicou – talvez por que isso seja totalmente desnecessário a essa altura.

Ouvindo o som, num primeiro momento, pensei que era só mais uma banda indie que repetiria estereótipos e reforçaria modismos, como lançar discos de vinil e reciclar sons que já cansei de ouvir – mas não deixo de gostar, é verdade. Comumente comparado com Los Hermanos, a banda parecia ter a promessa de cair nesse balaio do comum. Que erro o meu!

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