Chance The Rapper – Acid Rap – 2013

Chance The Rapper - Acid Rap - 2013

Chance The Rapper – Acid Rap – 2013

Colaboração de Maurício Amendola

“Even better than I was the last time”. A frase de abertura dá o tom de Acid Rap (2013), segunda mixtape de Chance The Rapper, que sucede 10 Day, lançada um ano antes e que despertou curiosidade sobre o que o jovem iria aprontar dali em diante. Acid Rap surgiu para mostrar que ele realmente estava melhor ainda. Apesar de ser tratado como mixtape, o trabalho soa muito mais como álbum, até mesmo como álbum conceitual. Conceitual porque as composições, em conjunto, montam uma única paisagem: uma intensa viagem de – como o título anuncia – ácido. Engana-se quem acha que o negócio aqui fica na futilidade e “papinho de drogado”. Além do flow insano e as letras sagazes de Chance – com direito a gritinhos e “nanana’s” que acabaram se tornando sua marca registrada –, que vão de good vibes a paranoias e incertezas antes das pupilas sequer dilatarem, a mistura de gêneros é algo esquizofrênica e o resultado é, para dizer o mínimo, muito original. O rap é o protagonista, mas há soul e acid jazz – marcado pelo trompete de Donnie Trumpet, parceria que resultou em Surf (2015) –, gospel, com os onipresentes coros, pop, e o chamado Chicago Juke, um Ghetto House mais acelerado, o qual marca presença em “Good Ass Intro”. Aliás, a terra natal do rapper, Chicago, é bastante “homenageada” ao longo das faixas, não apenas pelas referências nas letras, mas também pelos featurings.

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Zeca Pagodinho – Deixa Clarear – 1996

Zeca Pagodinho - Deixa Clarear - 1996

Zeca Pagodinho – Deixa Clarear – 1996

Colaboração de Malcon Fernandes

O disco que veio a dar um grande salto na carreira de Zeca Pagodinho dez anos depois de ter estreado nas prateleiras conseguiu mostrar que o sambista, autor de “Camarão Que Dorme A Onda Leva”, “Judia De Mim” e “SPC”, tinha potencial para dividir as paradas e as rádios com “tchans” e “marrons bombons”.

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Supla – Menina Mulher – 2004

Menina Mulher: disco do Supla de 2004

Menina Mulher: disco do Supla de 2004

Colaboração de Adriano Matos

Supla. Esse cara caricato e carismático, que todos gostam de… de… enfim, de ignorar. Depois de “Garota de Berlim” e “Japa Girl”, Piores Clipes e Casa dos Artistas, ele lançou um disco de covers muito divertido: Menina Mulher conta histórias de várias mulheres, de todas as cores, de várias idades e de muitos amores em todas as suas faixas, em cima de grandes clássicos. Elvis Presley, Billy Idol, Blondie, Pat Benatar e mais uma galera se “reúnem” neste disco, na voz de Supla, para contar histórias de traições, romances, amores e lances.

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The Corrs – In Blue – 2000

In Blue: disco do The Corrs de 2000

In Blue: disco do The Corrs de 2000

Colaboração de Rodrigo Freire

Não sou daquele tipo que pesquisa música ou decora nomes e letras. Sempre acabo descobrindo artistas novos (pra mim) quando ouço rádio ou pego carona com alguém. E isso também é bastante raro. Com The Corrs foi algo quase assim. Eles tinham “Breathless” como trilha sonora de uma novela que minha mãe gostava. Eu ouvi, gostei e quis saber mais sobre eles. Com isso, cheguei no In Blue, de 2000. Um dos poucos CDs que eu não pulo uma faixa.

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Justin Timberlake – The 20/20 Experience – 1 of 2 – 2013

The 20/20 Experience – 1 of 2, disco de Justin Timberlake de 2013

The 20/20 Experience – 1 of 2, disco de Justin Timberlake de 2013

Por Marcos Lauro

Ser ex-integrante de boy band deve ser tão ou mais difícil do que ser ex-BBB. A pessoa tem que provar que é boa. Mesmo! Quer dizer, nem pra todo mundo. Pras fãs do sexo feminino, Justin Timberlake sempre foi bom, desde a época de NSYNC. Talvez porque elas, especialmente quando eram mais novas, não se apegaram a detalhes como “afinal, a música é boa ou não?”. Era uma boy band, era a adolescência, eram os hormônios e ebulição e o pôster na parede do quarto estava ali para provar tudo isso.

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Joey Ramone – Don’t Worry About Me – 2002

Don’t Worry About Me, disco de Joey Ramone de 2002

Don’t Worry About Me, disco de Joey Ramone de 2002

Por Marcos Lauro

O rock perdeu um dos seus grandes nomes em abril de 2001. Depois de lutar contra um linfoma por aproximadamente sete anos, morria Joey Ramone. Claro que é difícil colocar um gênero musical inteiro na conta de um cara só, mas Joey Ramone pode ser considerado um dos pilares do punk rock, o gênero da negação, do niilismo e do contra (tudo e todos).

E pra quem pensava que tinha acabado, lá vinha Joey Ramone lembrando um dos clássicos da sua banda, os Ramones: “I Wanna Live” [eu quero viver]. Em fevereiro do ano seguinte ao da sua morte, saía Don’t Worry About Me, disco póstumo que relembra o punk garageiro e sujo dos anos 1970.

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O Rappa – O Silêncio Q Precede o Esporro – 2003

O Silêncio Q Precede o Esporro, disco d'O Rappa de 2001

O Silêncio Q Precede o Esporro, disco d’O Rappa de 2003

Por Marcos Lauro

O desafio aqui era grande. O Rappa já era uma banda consolidada no cenário nacional, mas perdia o seu líder e principal compositor. Depois do atentado a Marcelo Yuka, que o deixou numa cadeira de rodas, a banda decidiu tirá-lo do time. Independente do juízo de valores (e quem viu tanto o documentário quanto leu o livro de Yuka, e suas repercussões, tem a sua opinião sobre o fato), foi um baque. Afinal, da mente de Yuka tá tinham vindo hits que rechearam os quatro discos anteriores da banda.

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Ozzy Osbourne – Diary of a Madman – 1981

Diary of a Madman, disco de Ozzy Osbourne de 1981

Diary of a Madman, disco de Ozzy Osbourne de 1981

Colaboração de Mauricio Verderame

Se você tem menos de 45 anos, provavelmente não faz noção do que era ouvir um LP importado no Brasil de 1983. As coisas chegavam aqui com pelo menos um ou dois anos de atraso. Foi assim que no final de 83 uma fita cassete TDK me revelou o segundo álbum solo de Ozzy Osbourne, Diary of a Madman. É um álbum soberbo, em grande parte devido ao trabalho neoclássico do garoto Randy Rhoads – um quase desconhecido guitarrista que havia tocado numa formação prévia do Quiet Riot antes de se juntar à nova banda do ex-vocalista do Black Sabbath em 1979. Rhoads, com 25 anos à época da gravação, morreria exatamente um ano depois em um acidente de avião.

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Two Door Cinema Club – Tourist History – 2010

Tourist History, disco do Two Door Cinema Club de 2010

Tourist History, disco do Two Door Cinema Club de 2010

Colaboração de Nicole Kharsa

Lançado em 2010, o disco Tourist History, da banda norte-irlandesa Two Door Cinema Club, traz músicas como Something Good Can Work e I Can Talk, além da música que fez a banda estourar nas paradas britânicas What You Know. Esse disco é antigo, mas todas as faixas sem exceção são muito boas. A banda faz uma mistura de indie rock com arranjos eletrônicos.

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