Mestre Ambrósio – Fuá na Casa de Cabral – 1998

Mestre Ambrósio - Fuá na Casa de Cabral - 1998

Mestre Ambrósio – Fuá na Casa de Cabral – 1998

Colaboração de Ron Groo

“Eu sou Ambrósio, eu vivo no mundo comprando vendendo e trocando figura!”.

Oriundo de Pernambuco, 1992, logo foram associados a então nascente cena do mangue beat de Chico Science e Nação Zumbi ou Mundo Livre S/A. Porém, Mestre Ambrósio oferecia mais que o batuque de maracatu misturado a rock pesado, psicodélico e funkeado das citadas.

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Autoramas – Libido – 2018

Autoramas - Libido - 2018

Autoramas – Libido – 2018

Por Marcos Lauro

Os Autoramas seguem na missão de envelhecer com dignidade. Num mês que, por ter o famigerado Dia Mundial do Rock dentro da sua primeira quinzena, abriu a velha discussão do “rock morreu” – talvez tão velha quanto o próprio gênero – é Providencial que um lançamento como esse surja nos streamings da vida – e nos meios físicos também, já que o álbum também tem sua versão em vinil.

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Racionais MC’s – Sobrevivendo no Inferno – 1997

Racionais MC’s – Sobrevivendo no Inferno – 1997

Por Marcos Lauro

No dia 20 de dezembro de 1997, os Racionais MC’s lançavam, oficialmente, o álbum Sobrevivendo no Inferno em show no Ginásio do Corinthians, na zona leste de São Paulo. O álbum já completava quase um mês nas ruas e, segundo a Folha de S. Paulo, já havia vendido cerca de 100 mil cópias, algo impensável para um grupo de rap nacional.

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João Bosco – Zona de Fronteira – 1991

João Bosco – Zona de Fronteira – 1991

Colaboração de Mauricio Verderame

João Bosco já era estrela em 1991 e pôde se dar ao luxo de lançar um álbum com os principais nomes do jazz fusion carioca da época, o que ampliou a sua já vasta paleta de texturas e estilos musicais. Assim, o título está longe de ser um acaso, bem como sua capa cheia de cores fortes e contrastantes.

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Mano Brown – Boogie Naipe – 2016

Mano Brown – Boogie Naipe – 2016

Por Marcos Lauro (texto originalmente publicado na Billboard Brasil)

São Paulo começou a cultura dos bailes de periferia no final dos anos 1950. Como essas festas não tinham condições de contratar as grandes bandas que faziam sucesso na época, nasceu a figura do DJ – o marco é 1958, quando seu Osvaldo, o primeiro DJ do Brasil, começou a sua trajetória. Tocando num palco com as cortinas fechadas e sob o nome de Orquestra Invisível, o veterano DJ colocava a pista para dançar de uma forma mais econômica, que cabia no bolso dos organizadores.

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Sabotage – Sabotage – 2016

Sabotage – Sabotage – 2016

Por Marcos Lauro (texto originalmente publicado na Billboard Brasil)

Aquela semana de janeiro de 2003 foi intensa. Gravações na terça-feira, quarta e quinta, morte na sexta, dia 24. Um dia antes do aniversário de São Paulo, cidade-personagem da maioria das suas canções, Sabotage era assassinado aos 29 anos – apenas três nas artes.

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Chance The Rapper – Acid Rap – 2013

Chance The Rapper - Acid Rap - 2013

Chance The Rapper – Acid Rap – 2013

Colaboração de Maurício Amendola

“Even better than I was the last time”. A frase de abertura dá o tom de Acid Rap (2013), segunda mixtape de Chance The Rapper, que sucede 10 Day, lançada um ano antes e que despertou curiosidade sobre o que o jovem iria aprontar dali em diante. Acid Rap surgiu para mostrar que ele realmente estava melhor ainda. Apesar de ser tratado como mixtape, o trabalho soa muito mais como álbum, até mesmo como álbum conceitual. Conceitual porque as composições, em conjunto, montam uma única paisagem: uma intensa viagem de – como o título anuncia – ácido. Engana-se quem acha que o negócio aqui fica na futilidade e “papinho de drogado”. Além do flow insano e as letras sagazes de Chance – com direito a gritinhos e “nanana’s” que acabaram se tornando sua marca registrada –, que vão de good vibes a paranoias e incertezas antes das pupilas sequer dilatarem, a mistura de gêneros é algo esquizofrênica e o resultado é, para dizer o mínimo, muito original. O rap é o protagonista, mas há soul e acid jazz – marcado pelo trompete de Donnie Trumpet, parceria que resultou em Surf (2015) –, gospel, com os onipresentes coros, pop, e o chamado Chicago Juke, um Ghetto House mais acelerado, o qual marca presença em “Good Ass Intro”. Aliás, a terra natal do rapper, Chicago, é bastante “homenageada” ao longo das faixas, não apenas pelas referências nas letras, mas também pelos featurings.

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