João Gilberto – Chega de Saudade – 1959

Chega de Saudade, disco de João Gilberto de 1959

Chega de Saudade, disco de João Gilberto de 1959

Colaboração de Malcon Fernandes

Graças a este disco, existe Caetano, Chico, Gil, Milton, Tom Zé e os Novos Baianos, entre outros. A sua forma de tocar violão mudaria o rumo da MPB. Naqueles tempos, os cantores de rádio eram os ídolos máximos com seus cabelos “Gumex” para trás, com bigodinho estilo amante latino e cantavam boleros com um tom forte, conquistando o público via Rádio Nacional. João fugiu dos padrões, mostrando-se um exímio e talentoso cantor e violonista que sempre buscava um jeito de mostrar a sua batida “bossa nova”.

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Elis Regina – Falso Brilhante – 1976

Falso Brilhante, disco de Elis Regina de 1976

Falso Brilhante, disco de Elis Regina de 1976

Por Marcos Lauro

Falso Brilhante é um disco ao vivo, só que ao contrário.

Nessa época era comum alguns artistas fazerem longas temporadas de shows. Da mesma forma como hoje são algumas peças de teatro, o artista se apresentava de quinta a domingo num lugar fixo por um tempo. E a Elis Regina fazia isso. E muito bem!

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Apanhador Só – Antes que Tu Conte Outra – 2013

Apanhador Só

Antes que tu conte outra: disco do Apanhador Só, de 2013

Colaboração de Carolina Serpejante

Posso dizer que Apanhador Só foi uma banda me dada de presente pela internet. Não sei em que contexto comecei a ouvi-la ou se alguém de fato me indicou – talvez por que isso seja totalmente desnecessário a essa altura.

Ouvindo o som, num primeiro momento, pensei que era só mais uma banda indie que repetiria estereótipos e reforçaria modismos, como lançar discos de vinil e reciclar sons que já cansei de ouvir – mas não deixo de gostar, é verdade. Comumente comparado com Los Hermanos, a banda parecia ter a promessa de cair nesse balaio do comum. Que erro o meu!

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Ângela Ro Ro – Ângela Ro Ro – 1979

Ângela Ro Ro

Ângela Ro Ro: disco de Ângela Ro Ro, de 1979

Colaboração de Rafael Figura

Se o cidadão nunca ouviu (e chorou com) o primeiro disco de Angela Ro Ro, Homônimo, pode estar certo: ele nunca tomou um CHIFRE! A ênfase na palavra chifre é para deixar claro de que não se trata de uma d-e-s-i-l-u-s-ã-o –a-m-o-r-o-s-a.

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Roberto Carlos – Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura – 1967

Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura

Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura: disco de Roberto Carlos, de 1967

Por Marcos Lauro

Se Elvis Presley e os Beatles, além do estrondoso sucesso na música, já eram estrelas dos seus próprios filmes, porquê o nosso rei, Roberto Carlos, também não se aventuraria pelas telonas?

Para a sua estreia, Roberto contou com a direção do seu xará, Roberto Farias. O filme faria jus ao nome e colocaria Robertão em diversas enrascadas, todas sem dublê. Uma das cenas mais famosas é a que mostra Robertão sobrevoando a cidade do Rio de Janeiro de helicóptero – e passando, inclusive, por dentro de um túnel.

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Fagner – Manera Fru Fru Manera – 1973

Fagner

Manera Fru Fru Manera: disco de Fagner, de 1973

Por Marcos Lauro

Em 1972, Elis Regina gravou “Mucuripe”, parceria de Fagner com Belchior. Elis era boa nisso: descobrir novos compositores (Fagner tinha 23 anos). Isso abriu as portas de Fagner para gravar seu primeiro disco, em 1973. Manera Fru Fru Manera mistura rock, bossa nova e já fez parte do conceito de “MPB”, surgido poucos anos antes.

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Los Hermanos – Los Hermanos – 1999

Los Hermanos

Los Hermanos: disco dos Los Hermanos, de 1999

Por Marcos Lauro

A década de 1990 foi rica para a música pop brasileira. Cheia de novidades como Chico Science, Nação ZumbiRaimundosCharlie Brown Jr… a molecada – e um tanto dos adultos – estavam representados nos palcos. Outra dessas novidades era o Los Hermanos. Mas mal sabíamos que justamente aquela banda que misturava hardcore com temas boêmios seria a ruptura.

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Zé Rodrix – Soy Latino Americano – 1976

Zé Rodrix

Soy Latino Americano: disco de Zé Rodrix, de 1976

Por Marcos Lauro

O jornalista André Barcinski acabou de lançar seu mais recente livro, Pavões Misteriosos – 1973-1984: A explosão da música pop no Brasil. A obra flagra a transformação da indústria fonográfica brasileira e a criação de uma cena pop, com artistas extremamente populares e, alguns desses, efêmeros. O livro não faz essa afirmação, mas, provavelmente, foi o período em que o Brasil mais teve one hit wonders – aqueles artistas de um sucesso só.

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Zé Ramalho – Zé Ramalho – 1978

Zé Ramalho

Zé Ramalho: disco do Zé Ramalho, de 1978

Colaboração de Paulo Rezende

Um dos cantores mais “parrudos” em questão de musica nacional e dos raros que transita por todos os estilos musicais e na companhia dos artistas mais diferentes possíveis. De Elba Ramalho a Sepultura, Zé Ramalho é sempre uma ótima companhia e está sempre em ótimas companhias.

Zé Ramalho – ao lado de Alceu Valença, Gonzaga e Raul Seixas – é dos principais e melhores representantes da cultura do Nordeste brasileiro. E conseguiu revolucionar a música nacional.

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Odair José – O Filho de José e Maria – 1977

Odair José

O Filho de José e Maria: disco de Odair José, de 1977

Por Marcos Lauro

Na metade da década de 1970, Odair José era um dos principais nomes da gravadora Polydor. Seus discos vendiam muito bem e ele conseguia ser certeiro em atingir a massa. Mas houve uma ruptura em 1977: o disco O Filho de José e Maria.

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