Elis Regina – Falso Brilhante – 1976

Falso Brilhante, disco de Elis Regina de 1976

Falso Brilhante, disco de Elis Regina de 1976

Por Marcos Lauro

Falso Brilhante é um disco ao vivo, só que ao contrário.

Nessa época era comum alguns artistas fazerem longas temporadas de shows. Da mesma forma como hoje são algumas peças de teatro, o artista se apresentava de quinta a domingo num lugar fixo por um tempo. E a Elis Regina fazia isso. E muito bem!

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Almôndegas – Almôndegas – 1975

Almôndegas

Almôndegas: disco dos Almôndegas, de 1976

Colaboração de Malcon Fernandes

Folk com cheiro de campo e de música regionalista, muito som de viola, ainda que tenham influências do rock n’roll e com pés no Rio Grande do Sul. Em especial, na linguagem gaúcha.

Essa seria a frase certa para definir o grupo Almôndegas, formado em 1972 pelos irmão Kleiton e Kledir Ramil, vindos de Pelotas, do sul do Estado e se juntando com o primo Pery Souza e os amigos Gilnei Silveira e Quico Castro Neves.

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Blondie – Parallel Lines – 1978

Parallel Lines: disco do Blondie de 1978

Parallel Lines: disco do Blondie, de 1978

Colaboração de Roberto Troccoli

A banda nova iorquina Blondie surgiu em 1974, em meio à efervescente onda punk, se tornando figura frequente no lendário CBGB´s, casa de shows que também foi palco de diversos shows clássicos do Ramones. Seus dois primeiros discos, “Blondie” de 1976 e “Plastic Letters” de 1977, foram bem recebidos pela crítica e pelo público, mas não resultaram em grande sucesso comercial.

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Ângela Ro Ro – Ângela Ro Ro – 1979

Ângela Ro Ro

Ângela Ro Ro: disco de Ângela Ro Ro, de 1979

Colaboração de Rafael Figura

Se o cidadão nunca ouviu (e chorou com) o primeiro disco de Angela Ro Ro, Homônimo, pode estar certo: ele nunca tomou um CHIFRE! A ênfase na palavra chifre é para deixar claro de que não se trata de uma d-e-s-i-l-u-s-ã-o –a-m-o-r-o-s-a.

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Tim Maia – Tim Maia – 1970

Tim Maia

Tim Maia: disco de Tim Maia, de 1970

Por Leo Morato

Este é o álbum de estreia do homem que trouxe o soul e a black music americana ao Brasil. O gênio – por muitos incompreendido e por outros o próprio destruidor de sua vida e carreira –  Tim Maia mostrou a potência e o potencial de sua voz com este disco.

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Cartola – Cartola II – 1976

Cartola

Cartola II: disco do Cartola, de 1976

Por Leo Morato

O Led Zeppelin tem seus discos II, III e IV do final da década de 60. Discos antológicos. Mas como quem não gosta de samba, bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé ou um pouco desatento às preciosidades do gênero, poucos anos depois, um dos gênios da música brasileira lançou o seu “II”, que acabou se tornando um dos mais importantes álbuns da história da música do país.  

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Fagner – Manera Fru Fru Manera – 1973

Fagner

Manera Fru Fru Manera: disco de Fagner, de 1973

Por Marcos Lauro

Em 1972, Elis Regina gravou “Mucuripe”, parceria de Fagner com Belchior. Elis era boa nisso: descobrir novos compositores (Fagner tinha 23 anos). Isso abriu as portas de Fagner para gravar seu primeiro disco, em 1973. Manera Fru Fru Manera mistura rock, bossa nova e já fez parte do conceito de “MPB”, surgido poucos anos antes.

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Zé Rodrix – Soy Latino Americano – 1976

Zé Rodrix

Soy Latino Americano: disco de Zé Rodrix, de 1976

Por Marcos Lauro

O jornalista André Barcinski acabou de lançar seu mais recente livro, Pavões Misteriosos – 1973-1984: A explosão da música pop no Brasil. A obra flagra a transformação da indústria fonográfica brasileira e a criação de uma cena pop, com artistas extremamente populares e, alguns desses, efêmeros. O livro não faz essa afirmação, mas, provavelmente, foi o período em que o Brasil mais teve one hit wonders – aqueles artistas de um sucesso só.

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Martinho da Vila – Canta Canta, Minha Gente – 1974

Martinho da Vila

Canta Canta, Minha Gente: disco de Martinho da Vila, de 1974

Por Marcos Lauro

Em 1974, Martinho da Vila já era um grande nome do samba. Quando lançou Canta Canta, Minha Gente, ele já colecionava hits e esse disco vinha para somar mais alguns à sua carreira. Começando pela faixa-título, um dos maiores clássicos da sua carreira e da história do samba.

Disritmia, a segunda faixa, ficou gravada na mente de todo boêmio que se preze. E não só na mente deles, já que essa foi a música a mais tocada nas rádios em 1974.

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Jethro Tull – Benefit – 1970

 Jethro Tull

Benefit: disco do Jethro Tull, de 1970

Colaboração de Demétrius Carvalho

Comunmente citado como uma banda de rock progressivo, o Jethro Tull é fechado em um rótulo que pode afastar um novo ouvinte. Antes do clássico Aqualung, que é tido como um disco obrigatório em qualquer enciclopédia do rock, a banda lançou 3 discos (This Was, Stand Up e Benefit), além de um single (“Jethro Toe”).

Falar de um clássico como Aqualung é “chover no molhado”. E embora ache Stand Up um dos melhores álbuns do final dos anos 60, quero falar de Benefit, que muito me influenciou, abrindo-me perspectivas ao rock, mostrando-me uma até então impensável flauta nesse cenário, além de inúmeras influências que passam pela banda.

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